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Crianças com necessidades especiais precisam de pais com habilidades especiais

Pessoal,

“O Dia Internacional da Síndrome de Down foi proposto pela Down Syndrome International como o dia 21 de março, porque esta data se escreve como 21/3 (ou 3-21), o que faz alusão à trissomia do 21. A primeira comemoração da data foi em 2006. No Brasil, houve muita repercussão na mídia em 2007, pela presença do jogador de futebol Romário e da novela Páginas da Vida. A Cor eletrônica (321000) foi proposta por Gaston Schwabacher. Também fazendo alusão à trissomia do 21.” Wikepedia

Como já abordamos o assunto sobre Síndrome de Down no blog (Veja aqui), resolvi publicar um texto para os pais de crianças com deficiências e/ou necessidades educativas especiais, quaisquer que sejam elas.

10% da população mundial dos países em desenvolvimento tem algum tipo de deficiência, sendo o percentual de incidência de deficiência distribuídos da seguinte forma:

Deficiência Mental : 5 %

Deficiência Física: 2 %

Deficiência Auditiva: 1,5%

Deficiência Visual: 0,5 %

Deficiência Múltipla: 1 %

Num universo de cerca de 170 milhões de brasileiros, 10 % da população é portadora de algum tipo de deficiência (mental, auditiva, múltipla ou visual)”

(OMS – censo 1990 e ONU) Fonte: Coleção Educação Especial – Federação Nacional das APAES

Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde. A expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência. Contudo, há que se observar que em contextos legais ela é utilizada de uma forma mais restrita e refere-se a pessoas que estão sob o amparo de uma determinada legislação.

O termo deficiente para denominar pessoas com deficiência tem sido considerado por algumas ONGs e cientistas sociais inadequado, pois o termo leva consigo uma carga negativa depreciativa da pessoa, fato que foi ao longo dos anos se tornando cada vez mais rejeitado pelos especialistas da área e em especial pelos próprios portadores. Muitos, entretanto, consideram que essa tendência politicamente correta tende a levar os portadores a uma negação de sua própria situação e a sociedade ao não respeito da diferença. Atualmente, porém, esta palavra está voltando a ser utilizada, visto que a rejeição do termo, por si só, caracteriza um preconceito de estigmatização contra a condição do indivíduo revertida pelo uso de um eufemismo, o que pode ser observado em sites voltados a pessoas deficientes é que o termo deficiente é utilizado de maneira não-pejorativa.

A pessoa com deficiência geralmente precisa de atendimento especializado, seja para fins terapêuticos, como fisioterapia ou estimulação motora, seja para que possa aprender a lidar com a deficiência e a desenvolver as potencialidades. A Educação Especial tem sido uma das áreas que tem desenvolvido estudos científicos para melhor atender estas pessoas, no entanto, o que inclui pessoas com deficiência além das necessidades comportamentais, emocionais ou sociais.

Desde a Declaração de Salamanca, surgiu o termo necessidades educativas especiais, que veio a substituir o termo criança especial, anteriormente utilizado em educação para designar a criança com deficiência. Porém, este novo termo não refere-se apenas à pessoa com deficiência, pois engloba toda e qualquer necessidade considerada atípica e que demande algum tipo de abordagem específica por parte das instituições, seja de ordem comportamental, seja social, física, emocional ou familiar.” Wikipedia

 

Milhares de crianças a cada ano são diagnosticadas com vários tipos de deficiência. Este número continua a crescer com o aumento dos nascimentos múltiplos. Pais que tem filhos com necessidades especiais sabem que a educação começa em casa. Em geral, estas complicações fazem do ensino uma tarefa complicada. Estas crianças especiais precisam de pais com habilidades para “advogar” por elas. É a mais pura verdade que a maior parte da educação destas crianças com alguma incapacidade ou necessidade especial vem de casa. Seguem aqui algumas ferramentas de aprendizado e dicas para os pais destas crianças que estão começando a idade escolar.
Se notarem qualquer atraso maior no desenvolvimento, procurem ajuda de especialistas seja qual for a área que seu filho precise. Assegure-se que o diagnóstico esteja correto. Informe-se sobre os diversos tipos de deficiência e quais as qualificações que um especialista deve ter para atendê-las. Abaixo um sumário das dificuldades que envolvem as deficiências mais comuns:

  1. Atraso mental: desenvolvimento mais lento
  2. Discurso e Linguagem: dificuldades de expressão e compreensão
  3. Deficiência Física: visual, problemas motores ou outras condições
  4. Deficiência Emocional: dificuldades sociais ou de comportamento
  5. Deficiência de Aprendizado: distorções sensoriais ou de mensagem

Não espere muito. Alguns pais pensam que seus filhos “ultrapassarão” estas dificuldades sem ajuda médica ou específica e adiam um diagnóstico. Isto pode ser uma má notícia para a educação da criança. Para crianças de 2 anos ou menos, pode ser mais complicado de perceber alguns dos fatores descritos. Acompanhar as atividades de seu filho no berçário, creche ou escolinha poderá facilitar a detecção de possíveis problemas, seu desenvolvimento e necessidades.

 

Ajudar seu filho a aprender bem antes da idade escolar pode ser um grande desafio:

  • Aprender a linguagem dos sinais quando a criança ainda é bem pequena pode ajudá-la a melhorar sua capacidade de comunicação e aprendizado ao longo do tempo.
  • Assegure-se de tirar um tempo para brincar e ler para seu filho todos os dias, nem que seja por poucos minutos.
  • Reconheça e monitore os sinais que dizem que algo está errado. Os pais devem desenvolver um entendimento básico do desenvolvimento apropriado para cada idade e fazer o acompanhamento ao longo do caminho (Mental, Verbal, Social/Emocional e Físico)
  • Compartilhe todas as informações com o profissional que trata seu filho. Registros claros e específicos podem ajudar em um diagnóstico mais acurado.
  • Não perca tempo se culpando ou culpando outras pessoas. Seu filho precisa de sua atenção exclusiva. Coloque o foco na solução e não no problema.
  • Conheça as leis que protegem seu filho, inclusive sobre a educação dele. Se for preciso, acione a escola, o serviço social, instituições especializadas e órgãos do governo.

Dani

Site que recomendo: http://www.parenting.org/ 

Declaração dos Direitos das Pessoas com Deficiências: http://www.senac.br/conheca/DClegislacao.pdf

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17 Comentários

  1. Alessandra says:

    Olá Dani,
    Mais uma belíssima matéria … estas crianças são anjos que vêm a Terra para nos ensinar a superação!
    Beijinhos e boa semana,
    Alê

  2. Eny de Souza says:

    Olha, me desculpem… Mas eu não teria condições de ter/criar um filho com algum tipo de deficiência grave. Não sei se falo da boca pra fora, já que nunca tive filhos (só felinos, hehe), mas sei lá… É muita provação para os pais também, sem falar que na maioria dos casos, a responsabilidade toda fica nas costas da mulher. Minha irmã já fez um trabalho na Pestalozzi daqui de Campo Grande (MS), e menina, não é brincadeira, viu? Uma enorme quantidade de PAIS (homens) fogem das responsabilidades :(
    Talvez esse seja meu receio – ter um filho que necessite de muitos cuidados, cuidados especializados e levar tudo sozinha, sem apoio de quem (teoricamente) deveria ser um companheiro.

    • Opinião SA says:

      Oi Eny,

      Muita gente pensa assim sabe. Eu também Às vezes oscilo. Penso que é uma prova dura. Muito provavelmente compensadora, mas ainda assin muito dura.
      A coisa com filhos é que você não escolhe. Vem como vem.
      Então me pego a pensar que o mundo ideal do comercial de margarina não existe. Não sei se você leu minha história, a matéria aqui do blog sobre prematuros é sobre minha filha Clarissa, que hoje tem 1 ano e 4 meses. Está saudável e linda (corujisse de mãe, claro). Mas no começo, quando ela ficou na UTI e eu também, foi uma barra. Sai sem ela do hospital e isso me arrasou na época. Foi difícil deixar ela ali. Mas, a gente arruma uma força não sei de onde e faz o que precisa ser feito, da melhor maneira que encontramos.
      Graças a Deus meu marido foi um verdadeiro príncipe na época e me ajudou em cada detalhe. Agradeço. Sempre.

      Não tenho informações concretas de pesquisa, mas se os homens já fogem quando está tudo bem e certinho, imagina quando algo sai do comum! A mulher é a principal agente neste processo de ter filhos de fato. Ela deve estar muito certa do que quer, independente de qualquer coisa que aconteça.
      E se você é mãe de “felinos”, como eu já fui mamãe de uma cachorrinha (que me faz falta até hoje) sabe que faria qualquer coisa por eles. Não é?

      Bjs
      Dani

    • m says:

      eny, folgo em dizer que vc esta certa com seus receios, e como
      e legal quando a pessoa percebe tudo isso que vc relatou, sem precisar
      vivenciar, somente observando… meus parabens!

  3. Pingback:Crianças com necessidades especiais precisam de pais com ... | TIC E NEE | Scoop.it

  4. Eny de Souza says:

    Vixi, conexão caiu e engoliu o comentário.

    Dani,
    Pois é, infelizmente, mesmo quando está tudo bem, querem deixar as responsabilidades só nas costas das mulheres. Não tenho dados, mas será que o abandono do companheiro também não influencia muito a psicose pós-parto? Porque é complicado… Na gravidez ocorrem muitas revoluções hormonais, e nós mulheres sabemos o poder que tem uma simples TPM nas emoções – que nem se compara a uma gravidez. Mas enfim…
    Ainda bem que seu marido é um companheiro!

    • Opinião SA says:

      hahaha Eny adorei o psicose pós-parto.

      Acho que tudo o que acontece na gravidez influencia. Não só o abandono do companheiro. Além de tudo, existem pessoas que já tem uma pré-disposição neh?
      Eu que sei, minha revolução hormonal foi gigante. rs É um estado de loucura temporária.

      Hummm….mas gostei do tópico. Vou xeretar sobre isso.

      Obrigada Eny :-)
      Bjs
      Dani

  5. Beth Muniz says:

    Oi Dani,
    Subscrito e reconhecido firma.rsrs
    Compartilhado no G+.
    Um abraço.

  6. Raquel says:

    Muito bom esse post Dani.
    Se todas as pessoas respeitassem e amassem uma criança especial o mundo já seria 10% melhor.
    Essas crianças são anjos enviados a Terra para nos ensinar que nossos problemas não são nada quando entregamos na mão de Deus.
    Só quem convive com alguém que tenha algum tipo de deficiência é que sabe como eles são doces e amáveis.

    Beijinhos

    • Opinião SA says:

      Eu acredito nisso Ra! Muito.
      Acho que a gente expande o amor, expande a paciência, cresce como ser humano.
      Todos os indefesos causam essa reação nas pessoas de bom coração, não acha?

      Bjs
      Dani

  7. mariana says:

    quando você tem um filho tudo muda!
    meu filho tem uma deficiência e é a coisa mais linda do mundo
    é claro que sempre é bom você ter o apoio de alguém, como o pai,
    mais o amor de uma mãe é tão grande que a gente consegue superar qualquer coisa.
    é só olhar pro rostinho do nosso filho que a força vem!

    • Opinião SA says:

      Oi Mari,

      Tenho certeza disso. Minha filha não tem deficiência.
      Mas nasceu prematura e tivemos um começo difícil. E, sei, que não há nada neste mundo que não teria feito e não faria.

      Nunca foi meu maior sonho ser mãe, mas hoje sou uma convertida de carteirinha. rs

      Deixe muitos beijinhos no seu anjo :-)
      Bjs
      Dani

  8. Raquel says:

    É Dani com certeza, tenho um tio excepcional de 43 anos, que é o xodó da família. Ele é carinhoso. Me lembro muito da minha infância com ele, ele sentava no chão cmg e meu irmão para lancharmos, brincava com a gnt…
    Fico imaginando como algm pode maltratar uma pessoa assim…
    beijinhus

    • Opinião SA says:

      Nossa Ra, que memória legal! Fiquei comovida.
      Eu sempre acho que esse assunto me pega de jeito. Não sei porque.

      Eu também penso que não há no mundo quem tenha coragem de maltratar indefesos, mas sempre tem.
      Como diriam…que eles manquem, para que possamos identificá-los. rs

      Bjs
      Dani

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