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O homem mais feliz do mundo

Bom dia, pessoal!

Em Laboratórios de todo mundo, o estudo do cérebro entrou numa fase detalhada que permite hoje se chegar a conclusões sobre o grau de felicidade das pessoas e estes esforços levaram os pesquisadores a surpreendentes análises comparativas.

Nos acostumamos (fomos condicionados) a crer que a felicidade é uma espécie de competição olímpica onde é vitorioso quem possui mais, domina, comanda e sente através de coisas.

Segundo um recente experimento científico o homem mais feliz do Mundo hoje é um indivíduo que vive em uma cela de dois por dois, não é dono nem executivo de nenhuma companhia da Fortune 500, não vive dependente de celular, nem dirige uma BMW, não veste roupa de Armani nem Hugo Boss, desconhece tanto o Prozac como o Viagra ou Ecstasy e sequer toma Coca-Cola.

Em suma: O Homem Mais Feliz do Planeta é um homem que prescinde de dinheiro, competições profissionais, vida sexual e popularidade. Seu nome é Matthieu Ricard, francês, ocidental por nascimento, budista por convicção e o único entre centenas de voluntários da pesquisa cujo cérebro não só alcançou a máxima qualificação de felicidade prevista pelos métodos científicos, como superou por completo o “felizômetro”.

Os 256 sensores e dezenas de ressonâncias magnéticas aos quais Ricard se submeteu ao longo de vários anos, para validar o experimento não mentem:

Ali onde o nível dos simples mortais é muito alto – estresse, medo, frustração – no cérebro de Ricard, essas sensações simplesmente não existem. Mas ao contrário, onde a maioria demostrou baixíssimos níveis – Satisfação e Plenitude Social – Ricard superou todos os índices, dando origem ao titulo de “Homem Mais Feliz do Planeta”. Os cientistas nunca encontraram alguém “tão feliz” e afirmam: em medições quantificáveis, Ricard é mesmo o Homem mais feliz da terra.

O paradoxo do caso não é o fato de ser um homem tão feliz e sim como chegou a sê-lo, se desprendendo de tudo aquilo em que os ocidentais supõem ser a raiz da felicidade: dinheiro, posses, consumo, consumo, consumo…

E não é que Ricard seja alheio a tudo isso. Ele fez Doutorado em genética molecular e trabalhou ao lado do Prêmio Nobel de Medicina François Jacob. Além de ser filho de Jean François Revel (recém-falecido), um famoso filósofo e membro Emérito da Academia Francesa.

Mas nada o deslumbrava e não se sentia pleno.

Com o mundo do sucesso material a sua frente, e, a ponto de converter-se numa eminência científica, um dia, fortemente impressionado com a filosofia oriental, decidiu mudar o rumo da sua vida. Dedicou-se à meditação, tornou-se discípulo do mestre tibetano Rinpoche, foi para o Himalaia, adotou o caminho dos monges e iniciou uma nova vida a partir do zero.

Hoje é um dos maiores estudiosos do clássico tibetano, é assessor e braço direito do DALAI LAMA e tem doado milhões de euros – produto da venda de seus livros – a monastérios e obras de caridade.

Porém isso não é a causa, mas a consequência de sua felicidade.

A causa para esse resultado devemos buscar em outro lugar, diz o chefe do estudo, Richard J. Davidson, e não é nenhum mistério ou graça divina:

Se chama “plasticidade mental”. É a capacidade humana de modificar fisicamente o cérebro por meio dos pensamentos que escolhemos ter. Da mesma forma que os músculos do corpo, o cérebro desenvolve e fortalece os neurônios mais utilizados. Os pensamentos negativos provocam maior atividade no córtex direito do cérebro e consequentemente maior ansiedade, depressão e hostilidade. Em outras palavras: maior infelicidade auto gerada. Por outro lado, quem desenvolve bons pensamentos e também uma visão amorosa da vida, exercita o seu córtex esquerdo, elevando as emoções prazerosas e a felicidade.

Ainda do Dr. Davidson: “o resultado desse estudo pode mudar por completo a visão que temos do cérebro humano. São enormes as suas implicações.

“Entre estados de meditação, as ondas cerebrais permanecem intensas sugerindo que é possível treinar o cérebro a controlar as emoções, mudando a estrutura da própria mente”. A meditação frequente pode modificar as funções cerebrais de forma durável.

“Tudo indica que o cérebro pode ser treinado na idade adulta e até alterar sua organização interna, algo que experiências com músicos também já tinham demonstrado”.

 

Ricard adverte que não se trata de decidir ver a vida cor de rosa, de um dia para o outro, mas de trabalhar sistematicamente para debilitar os músculos da infelicidade, que tanto teimamos em fortalecer, acreditando sermos vítimas do passado, dos pais ou do nosso meio. E, paralelamente, começar a exercitar os músculos mentais que nos fazem absoluta e diretamente responsáveis por nossa própria felicidade.

Admite que seu caminho não seja mais do que um entre muitos e afirma que ser feliz necessariamente passa pela mudança de deixarmos de culpar aos outros pela nossa infelicidade e buscarmos a causa em nossa própria mente.

“Viver as experiências que a vida nos oferece é obrigatório, porém sofrer com elas ou desfrutá-las é opcional”.

Paulo

Mais sobre a busca da felicidade? Sua felicidade depende de você , Os 50 segredos e hábitos das pessoas que nunca adoecem , 10 Dicas para Entusiasmar sua Vida , O valor que damos a tantas bobagens…

Fonte: http://www.matthieuricard.org/en/index.php/about/ , http://photos.news.wisc.edu/photos/9012/view , http://sobrebudismo.com.br/habitos-da-felicidade-matthieu-ricard/, http://jamlab365.blogspot.com.br/2011/07/re-inventing.html

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20 Comentários

  1. Jane says:

    Que fantástico, lindo mesmo. Olha, admirei este homem.

    Mas é difícil tentar ser assim, com tantos problemas nos nossos dias.. Bom, mas pelo menos temos q tentar ao máximo, pois isto só nos faz bem.
    Todas a vezes que tentei ser mais feliz, por mais que as tristezas venhas… senti que meu dia e meu interior principalmente estava bem e em paz… Feliz.

    Linda matéria.

    Bjos

    • Opinião SA says:

      Oi Jane,

      Que bom que gostou!

      É reconfortante saber que alguém consegue ser tão feliz assim não é? E que conseguimos reprogramar nosso cérebro, que o poder está conosco.
      Díficil é mesmo, mas creio que também pode ser inspirador.
      Para mim, metade já estava bom.

      Bjs
      Dani

  2. thayane says:

    parabens pela matéria e nosso cerebro é increvil mesmo e esse homem é exemplo pra muitas pessoas

    • Opinião SA says:

      Obrigada Thayane,

      O bom é sabermos que é possível não é?
      E importante divulgar as boas palavras, as boas atitudes e boas pessoas.

      Bjs. Volte mais vezes!
      Dani

  3. Adorei este texto!!
    Esse homem é um exemplo pra todos nós… tudo aquilo que a gente já ouviu ou leu ele comprovou que é verdade, e o principal: é possível!!

    Obrigada por publicar essa notícia tão motivante, é daquelas que melhoram a nossa semana!!!

    Bjos!!
    CR!S

  4. Raquel says:

    Muito boa matéria Dani
    As pessoas crescem achando que precisam ter td para ser feliz. Quando na verdade não é assim.
    Beijinhos

  5. Tenho a impressão de que pessoas que se fartaram da riqueza buscam outros caminhos. Ainda não ouvi falar de um pobre que alcançou algum tipo de “iluminação”…

    • Opinião SA says:

      Oi Eny,

      Pode até ser que algum pobre tenha conseguido a iluminação (embora cho que eles tenham o problema de suprir as necessidades básicas para se preocupar primeiro), mas o fato de alguém (pense na cultura de nossos dias) se despojar da sua riqueza para procurar a iluminação, dá muito mais Ibope.

      De qualquer forma, é bom saber que pode ser feito. Que é uma conquista pelo esforço, não uma sina. Não acha?
      Bjs
      Dani

  6. Raquel says:

    Pois é Dani, meu marido mesmo foi criado assim, achando que precisa ter algo p ser feliz, q o mais caro é o melhor…Aliás como diz minha mãe pobre tem essa mania de acostumar filho com roupa de marca, ai só tem aquela roupa e aquele tênis pra td.
    Meu filho vai ser ensinado como eu fui, mamãe compra se puder e fique feliz, não precisamos ter dinheiro para sermos felizes..Quantas famílias tem dinheiro e os filhos estão entregues as drogas, estão matando os pais por causa da herança. :S

    • Opinião SA says:

      Oi Ra,

      Dinheiro por si só, não traz felicidade. Acho que faz parte para suprir nossas necessidades básicas e, quem sabe, com sorte, algum conforto (como plano de saúde etc).
      Sem bons relacionamentos (sejam familiares, amorosos, com os animais, com a natureza…) não acho que se encontre a felicidade plena. E falo de relacionamentos verdadeiros, com amor, apoio, discussões e tudo o que vem no pacote.
      Logo, logo seu marido vai perceber…

      Bjs
      Dani

  7. Raquel says:

    estou conseguindo aos poucos mudar isso nele, mas tem que ter paciência e essa virtude eu não possuo rsrs
    Mas estou conseguindo ter um pouquinho de paciência p mudá-lo rsrs
    Beijinhos

  8. maria f soares says:

    Não é o pensamento condicionado e nem a paciência que faz um ser se desapegar do mundo material mas o firme propósito e a crença de que a plenitude e a felicidade não se vinculam aos bens materiais.Acredito firmemente nisto e não sinto a menor necessidade de acumular posses……

    • Opinião SA says:

      Oi Maria,

      Que legal! Você já está no caminho certo, agora só ir caminhando :-)
      Eu acredito que, se a gente coloca na cabeça, tudo se torna possível.

      Super beijos e volte sempre!
      Dani

  9. Cláudia says:

    Eu já havia lido uma entrevista entre ele, o monge, e o pai, o filósofo (O Monge e o Filosofo)e fiquei superentusiasmada ao perceber como a felicidade está tão alcance de todos. Era uma confirmação do que eu já desconfiava, apenas não sabia que era tao simples: depende somente de nós mesmo, das nossas escolhas, de sabermos nos imunizar dos apelos comerciais do mundo em que vivemos, do mundo artificial, de conseguirmos nos imunizar das opiniões críticas alheias, ou seja, de nos voltarmos à nossa natureza, à nossa Origem; readquirirmos e voltarmos a praticar os bons sentimentos para conosco e para com os outros, principalmente sem competição mas com espirito de cooperação. Gostei muito do texto. Obrigada.

    • Opinião SA says:

      Claudia,

      Obrigada por seu comentário! Tão perspicaz e pertinente!
      Sim, no fundo essa é a resposta. Cultivar o espírito do bem, do olhar amoroso, da escuta generosa.
      Isso tudo está a nosso alcance com certeza. Basta percebermos onde estão nossas energias, onde as estamos gastando, e redirecionar.
      Por quê não?

      Super beijos. Seja bem vinda. Sempre.
      Bjs
      Dani

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